Apoio à mulher

A Diomove nasceu para vestir mulheres que não param. Mas a gente sabe que para correr, treinar, se mover — a mulher precisa primeiro estar segura. E às vezes, o lugar mais inseguro que existe é dentro da própria casa.

A violência doméstica afeta uma em cada três mulheres no Brasil. Ela não escolhe renda, escolaridade, raça ou bairro. Ela acontece nas casas mais simples e nas mais ricas. Ela acontece em silêncio — porque a vergonha, o medo e o amor misturado com dor criam uma armadilha que parece impossível de sair.

Mas existe saída. Existe ajuda. E você não precisa fazer isso sozinha.

Em caso de perigo imediato
180
Central de Atendimento à Mulher
Gratuita · 24 horas · 7 dias por semana · Sigilosa
Ligar agora: 180

O que é violência doméstica — e por que é difícil reconhecer

Muitas mulheres demoram a perceber que estão em uma relação violenta porque a violência não começa com um soco. Ela começa com um comentário humilhante. Com um ciúme que parece amor. Com um controle que parece cuidado. Com um isolamento que parece proteção.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) reconhece cinco tipos de violência doméstica. Todos são crimes. Todos merecem denúncia.

Os 5 tipos reconhecidos pela lei

1. Física — tapas, empurrões, socos, chutes, sufocamento. Qualquer contato que machuca o corpo.

2. Psicológica — humilhações, ameaças, manipulação, controle, ciúme excessivo, isolamento de amigos e família.

3. Sexual — forçar relações sexuais, impedir o uso de métodos contraceptivos, exploração.

4. Patrimonial — destruir objetos pessoais, controlar o dinheiro, impedir de trabalhar, tomar documentos.

5. Moral — calúnia, difamação, expor fotos íntimas, mentiras para prejudicar a reputação.

Se alguém te faz sentir com medo dentro da sua própria casa, isso não é amor. Isso é violência. E você não merece isso.

Sinais de que você pode estar em uma relação abusiva

Às vezes é difícil enxergar de dentro. Se você se identificar com mais de um dos sinais abaixo, confie no que você está sentindo:

Perguntas para se fazer
  • Você sente medo da reação do parceiro quando diz algo que ele não gosta?
  • Você se desculpa o tempo todo por coisas que não são culpa sua?
  • Você foi se afastando de amigas e familiares — e isso foi acontecendo aos poucos?
  • Ele controla o que você veste, para onde vai, com quem fala?
  • Ele te humilha ou te faz sentir incapaz — mesmo que depois peça perdão?
  • Você já pensou "não está tão ruim assim" — mas no fundo sabe que não está bem?

Se você respondeu "sim" para qualquer uma dessas perguntas: o que você está sentindo é real. E você merece ajuda.

O que fazer — passo a passo

Sair de uma situação de violência raramente acontece de um dia para o outro. Mas existem passos que você pode dar agora, no seu ritmo, com segurança.

1

Confie em alguém de confiança

Uma amiga, uma familiar, uma vizinha. Você não precisa contar tudo de uma vez. Só dizer "não estou bem" já é um começo. Quebrar o silêncio com uma pessoa torna tudo menos pesado.

2

Ligue para o 180 — Central de Atendimento à Mulher

É gratuito, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. O atendimento é sigiloso. Você pode pedir orientação, denunciar ou apenas conversar. Não precisa saber o que vai dizer — elas vão te ajudar.

3

Em perigo imediato, ligue 190

Se ele estiver te ameaçando ou agredindo agora, ligue 190. Você pode ligar em silêncio e deixar a linha aberta — eles conseguem identificar sua localização.

4

Vá a uma delegacia — de preferência uma DEAM

As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) existem para isso. Você pode registrar um Boletim de Ocorrência sem advogado, sem custo e sem obrigação de dar continuidade imediatamente.

5

Peça medida protetiva

A medida protetiva da Lei Maria da Penha pode impedir o agressor de se aproximar de você. Ela pode ser solicitada na delegacia e ser concedida em 48 horas. É um direito seu.

6

Procure um CRAM ou CREAS na sua cidade

Oferecem atendimento psicológico, jurídico e social — tudo gratuito. Eles te acompanham durante todo o processo.

Canais de apoio — todos gratuitos
  • 180 — Central de Atendimento à Mulher. 24h, gratuito, sigiloso.
  • 190 — Polícia Militar. Perigo imediato.
  • 197 — Polícia Civil. Denúncias.
  • 100 — Disque Direitos Humanos.
  • ligue180.mdh.gov.br — Funciona também por chat online.
  • App Protege Brasil — Gratuito, localiza serviços de apoio próximos.

E se você não puder ligar agora?

Se não for seguro ligar, acesse o chat em ligue180.mdh.gov.br pelo navegador. Funciona como mensagem, sem precisar falar. Ao terminar, delete o histórico do navegador.

Outra opção: combine um código com uma pessoa de confiança. Uma mensagem simples — "tudo bem?" ou um emoji — pode ser o sinal de que você precisa de ajuda. Não precisa explicar nada.

Sobre o medo de denunciar

O medo é real — o medo de não ser acreditada, de que piore, pelos filhos, o medo financeiro. A Diomove não vai fingir que esses medos são pequenos. Mas saiba: você não está obrigada a fazer tudo de uma vez.

Você pode dar um passo de cada vez. Ligar para o 180 e só ouvir. Conversar com uma pessoa de confiança. Salvar este artigo e voltar para ele quando se sentir pronta.

Pedir ajuda não é fraqueza. É o ato mais corajoso que uma mulher pode fazer quando está com medo. Coragem não significa não ter medo — significa agir mesmo tendo.

A Diomove está com você

A Diomove não é só uma marca de roupa. É um movimento de mulheres que acreditam que cuidar de si mesma é um ato de resistência. Treinar, se vestir bem, cuidar do corpo — tudo isso é uma forma de dizer: eu existo, eu importo, eu mereço o melhor.

E mulher nenhuma merece viver com medo. Em lugar nenhum.

Se este texto chegou até você, não foi por acaso. Compartilhe com alguém que pode precisar. Às vezes uma mensagem simples é o que faz a diferença.


Em caso de emergência, ligue agora:
180 — Central de Atendimento à Mulher
Gratuito · 24 horas · Sigiloso

Com amor e respeito,
Diomove Fitness